Dois

Dois

Preço
R$ 35,00

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Autor: Phabricio Petraglia

96 páginas

ISBN: 9788578841119

Sinopse:

O livro Dois, de Phabricio Petraglia, brinda os leitores com 94 poemas em 96 páginas. A orelha traz uma comovente declaração da atriz Fernanda Montenegro para o jovem poeta. A obra fere três feras dessa era virtual: o consumo visual pela auto adulação; o discurso político sofista e totalitário; e o viés neoparnasiano delirante das “análises” postadas diariamente nas redes sociais. Em essência, trata da velha e boa condição humana diante de sucessos e fracassos, esperança e desespero, com uma sinceridade tocante e uma cadência rítmica vibrante, um staccato pregado acima das notas de nossas vidas transformadas em melodia. É o primeiro livro de Phabricio a ir para as prateleiras. Aos 31 anos, o niteroiense de Icaraí concluiu o Ensino Médio no Colégio Pio XI e se formou ator pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Também cursou Jornalismo pela Estácio e Direito pela Unilasalle. No Teatro, entre várias peças, Phabricio atuou em “Homem e Super-Homem” (1905), do irlandês Bernard Shaw – um texto provocativo, que coloca os seres humanos entre a supra realidade das fantasias deístas e a indefectível condição da sobrevivência animal: comer, dormir, fazer sexo e, por ele, procriar. “Essa peça (Homem e Super-Homem) me inclinou para um mundo mais filosófico. Shaw foi o pensador que fez com que me apaixonasse pela Filosofia, pela Sociologia”, afirma o poeta.

Talvez o irrequieto irlandês tenha feito mais por Phabricio. Deu a ele a capacidade de andar na contramão da logorreia, se não universal, certamente nacional. E, desta forma, apontar que há esse outro caminho esquecido há tantas gerações, o da busca pela essência humana. Nós, pequenos seres, perdidos entre constelações de vícios e universos de desejos, sempre alimentados por uma máquina feroz e impessoal, vamos nos distanciando, cada vez mais, da elementar tarefa de existir e entender a nossa natureza. Em um simples jogo de palavras, no poema “Ciranda, cirandinha”, Phabricio traduz essa ideia:

“Desconfiei: omitiu. / Confiei: mentiu. / Desconfiei: falou. / Confiei: negou. / Desconfiei: jurou. / Confiei: verdade. / Desconfiei: mentira. / Confiei... Maldade. / Desconfiei... Retira. / Confiei, desconfiei e confirmei. / Não confio mais. / Confiei; novamente me enganei. / Já não sou capaz.”


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